Ontem à noite, depois de muito tempo, dei uma passada rápida pela Savassi. O tempo de comprar pão, leite, uma cola em bastão e voltar para casa. Em frente à padaria havia acabado de acontecer uma batida de carro envolvendo duas mulheres. A cena de histeria, desproporcional ao acidente, levou ao local quatro viaturas da polícia e quase a torcida do Flamengo. O trânsito ficou completamente congestionado às 19:00 do sábado, horário que eu pensava que não encontraria ninguém nas ruas. Em meio à aglomeração, o cheiro de perfume das pessoas se misturava à fumaça dos cigarros numa combinação desagradável, enquanto adultos e crianças no Mc Donald posavam para fotos ao lado do Ronald. Quando cheguei em casa me senti profundamente feliz por ter chegado e ao memo tempo deprimida com o que vi. Cada vez mais a cidade me sufoca e sinto que não há nada melhor do que o aconchego de casa. As pessoas estão cada vez mais estressadas e se divertem com coisas que me provocam uma enorme tristeza. Não gosto de shoppings, não tenho paciência para fazer compras ou ficar olhando vitrines, detesto barulho e lugares cheios. Às vezes acho que estou ficando velha, às vezes acho que estou ficando sábia, às vezes acho que estou ficando louca ...
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domingo, 30 de agosto de 2009
Brasil Colônia
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