segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Nem todos os pseudônimos são femininos
ANTES E DEPOIS
Desnorteado,
enevoado,
suscetível.
Centrado,
sóbrio,
ponderado.
Desinibido,
baderneiro,
confuso,
mal falado.
Tímido,
bem comportado,
arrependido.
M.D.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
In the middle of the night
Esse ensaio teve a duração de uma noite - de insônia - e as fotos que mais gostei não podem ser postadas aqui por falta de autorização. Uma pena.
domingo, 18 de novembro de 2012
Notícia de uma desaventura com um grupo de turistas japoneses em São Paulo. Fonte: Japanese Press
Inconformados com a atitude dos indigentes, o responsável pela excursão ligou para a polícia a fim de registrar o ocorrido.
Infelizmente nem mesmo a polícia conseguiu encontrar o paradeiro dos ladrões. De volta ao Japão, o Senhor Koreeda concedeu uma entrevista ao Jornal 東京 ニュース (Tokio News) com o intuito de manifestar sua indignação. Ele disse: "Brasileiros não são confiáveis; pouco habituados à tecnologia, não são capazes de fotografar nem mesmo com a câmera no modo de operação automático. Além disso, são pessoas que nunca dizem não. Acham que podem improvisar, fazem as coisas de qualquer jeito e se não conseguem concluir suas tarefas simplesmente desaparecem sem deixar rastros. Com relação aos policiais brasileiros, ao invés de investigarem os fatos e encontrarem uma solução, lhe perguntam o que fazíamos naquele lugar e horário com equipamentos tão caros. Simplesmente não entendemos porque se comportam assim. Provavelmente porque os japoneses não são bem aceitos no Brasil. Nunca mais volto a esse país".
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
To see or not to see
Algumas das fotografias contidas nos monóculos
Registro da exposição no Marp (de 28/09 a 28/10/2012)
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Eu não quero dizer nada com isso
Eu não quero dizer nada com isso é uma série que realmente não se propõe a nada: a nenhum tipo de leitura, interpretação, consideração, divagação ou qualquer outra coisa; se presta somente ao exercício compulsivo do fotógrafo que não sabe o que fazer com sua câmera e com seu tempo livre. Apesar disso, se algum crítico desocupado quiser se debruçar sobre essa proposta, que se sinta à vontade. Afinal, a Crítica - e seus representantes - têm sempre algo a dizer.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Sob encomenda
Sob encomenda são fotografias - ou outros trabalhos - que eu faço a pedido de terceiros e que não têm necessariamente relação direta com meu processo criativo. Apesar disso, são eles que me permitem arcar com os custos da minha criação. Essas fotos de cavalos foram feitas em uma Hípica a pedido de um proprietário de uma galeria e encontram-se à venda na Herança Cultural em Bebedouro, SP.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Vendida
Vendida na galeria Herança Cultural em Bebedouro, SP
Impressão fine art
Tiragem limitada 1/5
Dimensão: 40 cm x 27 cm
terça-feira, 19 de junho de 2012
About Love
Nos últimos tempos venho desenvolvendo um trabalho que aborda a intimidade das relações amorosas através da fotografia. Algo como uma crônica sobre o amor contada por meio de imagens. Tal proposta consiste em fotografar situações cotidianas que, apesar de não serem necessariamente íntimas, encontram-se confinadas no ambiente doméstico. Penso que esse projeto tenha surgido por razões específicas. Primeiro porque sempre me interessei pelo alheio - razão pela qual me formei em Psicologia. Segundo porque comecei a sentir necessidade de evidenciar o modo como os afetos se manifestam através do não dito.
Devido à dificuldade em encontrar casais dispostos a se deixarem fotografar em suas vidas cotidianas, modifiquei a proposta do projeto e comecei a fotografar cenas do meu dia a dia.
Por ser um projeto que se encontra ainda em andamento, posto somente essa imagem para que se possa ter uma ideia da proposta.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Esboços
Mais um esboço que surgiu como uma tempestade em meio ao deserto. Rabiscos, asneiras sem importância que nem eu mesma gostei mas que postei como registro do meu processo de criação. Quem é o outro que nos habita? Por que surgem esses monólogos interiores aparentemente sem nexo? Aos poucos o sem sentido vai ganhando forma. Desdobramentos acontecem quando um texto vira imagem ou vice-versa.
Se eu me chamasse Dolores, teria mil amores para deles me lamentar. Passaria a vida triste, sonhando acordada com príncipe que não existe e morreria sem me casar.
Se eu me chamasse Carmelita teria os olhos esbugalhados e muitas histórias pra contar. Falaria pausadamente, me ateria aos detalhes e todo mundo teria imenso prazer em me escutar.
Se eu me chamasse Adelaide, eu teria as pernas tortas e vinte netos para cuidar.
Mas se eu fosse a Sueli, eu seria cafetina, mulher de traficante com treze filhos de sobrenome "Jesus".
Se eu fosse a Rosalina, seria vizinha do Alfredo e faria o possível para não incomodar. Usaria chinelos de borracha, imprecaria em voz baixa e me esforçaria para não me exaltar.
Mas eu gostaria mesmo era de me chamar Isabel, a misteriosa noiva de Gardel de quem nunca ninguém ouviu falar.
Se eu tivesse um nome composto não teria dúvidas da minha importância na Terra e diria em voz alta : prazer, meu nome é Ana Bella.
Mas se eu me chamasse Jurelda, pertenceria a uma estirpe pouco nobre e teria dívidas para saldar. Tudo na minha vida daria errado e eu não teria um centavo para me assegurar.
Se eu me chamasse Amparo, talvez tivesse origem divina, seria filha de mãe benzedeira.
Mas eu me chamo Nina. Sempre quis ser bailarina, tocadora de pífaros, acrobata de ladeira. Sou fraca dos ossos e não muito boa da cabeça. Filha de imigrantes, ganho o pouco que me basta e não tenho muito o que falar. Prefiro fazer as coisas sozinhas para não ter de quem me queixar. Tem dias que acho esse mundo uma bosta, escrevo insanidades como válvula de escape para não surtar.
Se eu me chamasse Dolores, teria mil amores para deles me lamentar. Passaria a vida triste, sonhando acordada com príncipe que não existe e morreria sem me casar.
Se eu me chamasse Carmelita teria os olhos esbugalhados e muitas histórias pra contar. Falaria pausadamente, me ateria aos detalhes e todo mundo teria imenso prazer em me escutar.
Se eu me chamasse Adelaide, eu teria as pernas tortas e vinte netos para cuidar.
Mas se eu fosse a Sueli, eu seria cafetina, mulher de traficante com treze filhos de sobrenome "Jesus".
Se eu fosse a Rosalina, seria vizinha do Alfredo e faria o possível para não incomodar. Usaria chinelos de borracha, imprecaria em voz baixa e me esforçaria para não me exaltar.
Mas eu gostaria mesmo era de me chamar Isabel, a misteriosa noiva de Gardel de quem nunca ninguém ouviu falar.
Se eu tivesse um nome composto não teria dúvidas da minha importância na Terra e diria em voz alta : prazer, meu nome é Ana Bella.
Mas se eu me chamasse Jurelda, pertenceria a uma estirpe pouco nobre e teria dívidas para saldar. Tudo na minha vida daria errado e eu não teria um centavo para me assegurar.
Se eu me chamasse Amparo, talvez tivesse origem divina, seria filha de mãe benzedeira.
Mas eu me chamo Nina. Sempre quis ser bailarina, tocadora de pífaros, acrobata de ladeira. Sou fraca dos ossos e não muito boa da cabeça. Filha de imigrantes, ganho o pouco que me basta e não tenho muito o que falar. Prefiro fazer as coisas sozinhas para não ter de quem me queixar. Tem dias que acho esse mundo uma bosta, escrevo insanidades como válvula de escape para não surtar.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Faz de conta
Esse texto ainda é um esboço que começou a se formar durante uma noite de insônia. Geralmente minhas insônias estão associadas a momentos de grande euforia e de muita produção. Ultimamente tenho dedicado meu tempo a fotografar e escrever, o que acabou por resultar em associações entre imagem e escrita.
Além disso, já faz algum tempo que venho elaborando considerações sobre o duplo (ver postagem com o mesmo título) e suas aparições no meu processo criativo (ver Lisa Kaprow e Nina Moscovich). O que segue é, portanto, um trabalho em processo, em vias de construção.
Faz de conta que nasci na Rússia e que leio Dostoievski em cirílico ou que nasci na Polônia e assisto Kieslowski em língua original, que nasci no Himalaia e sonho em conhecer a Patagônia, que nasci na Indonésia e meu passatempo preferido é estudar espanhol assistindo a filmes cubanos.
Faz de conta que sou descendente de imigrantes curdos residentes no Irã, que nasci em Guiné-Bissau e falo um dialeto crioulo. Faz de conta que nasci em Calcutá e sou devota de Madre Teresa.
Faz de conta que estudo mandarim por conta própria e sou autodidata em ciencias ocultas, que sou viúva de Godard ou enteada de Lacan.
Faz de conta que sou tonta, que acredito nos deuses da sua religião e nos seus patuás.
Que sou surda e não entendo bem o seu inglês.
Faz de conta que sou preta.
Faz de conta que sou branca.
Faz de conta que sou confusa.
Que morro de amores por Minas Gerais e que cito Milton Nascimento em voz alta para me consolar.
Faz de conta que trabalho para algum meio de comunicação e que só conto lorotas para servir ao patrão.
Faz de conta que sou estúpida, que acredito no William Bonner e em todos os seus discípulos.
Faz de conta que sou Pina e que ainda não morri.
Faz de conta que sou Madalena e que não me arrependi.
Faz de conta que sou Madalena e que não me arrependi.
Faz de conta que sou bruxa, que sou fada, Julieta, Rapunzel, Judite, Madalena, Cinderela ou Salomé.
Não sou puta nem sou santa
apenas faço de conta
Faço de conta que sou outras para ser eu mesma.
Para ser eu mesma, faço de conta.
domingo, 6 de maio de 2012
OFERECIDA
Me ofereço para dar banho em bichinhos de estimação, cortar unhas de gato,

passear com seu vira-latas, dar aulas de italiano,
P.S. Só não faço serviços de telemarketing, substituição de professores em greve, nem trabalhos ilegais, imorais ou perigosos.
ler para cegos, rezar terço para os doentes,
fazer novena para os aflitos, trazer seu amado de volta.
animar festinhas infantis, cantar para boi dormir,
improvisar uma tarantella, entregar a domicílio tortas de liquidificador.P.S. Só não faço serviços de telemarketing, substituição de professores em greve, nem trabalhos ilegais, imorais ou perigosos.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Il mio corpo mi segue dappertutto
Gostaria de convidar a todos os que estiverem em São Paulo dos dias 05 a 13 de maio a visitarem a segunda edição do SP Gravura. O projeto do qual eu faço parte chama-se Impressões e Contaminações e consiste em um livro de artista.
Fotografia usada como suporte para serigrafia
Serigrafia "Il mio corpo mi segue dappertutto"
O mote para esse trabalho foi a frase Il mio corpo mi segue dappertutto cuja tradução para o português - Meu corpo me segue em todos os lugares - não possui a mesma síntese que apresenta em italiano. Assim, optei pela segunda simplesmente por uma questão de expressividade linguística. Acrescento que a perda da qualidade da segunda imagem deve-se ao fato de ser a foto de uma outra foto, mas o trabalho original apresenta as mesmas características da primeira imagem com a diferença que à segunda acrescentei a frase em serigrafia e o selo do projeto.
Marcadores:
corpo,
costas.,
fotografia corpo,
Il mio corpo mi segue dappertutto,
Karina Minto,
nu,
serigrafia,
SP Gravura
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Cartografias do afeto
Gostaria de agradecer ao amigo Francisco Bárbaro e a toda sua equipe pela realização da exposição Cartografias do afeto. Agradeço também ao Cedae/Fisiocenter e Herança Cultural pelo apoio, divulgação e realização do evento. Essa exposição foi particularmente significativa para mim por se tratar de Bebedouro, minha cidade de origem.
Para os que não puderam comparecer, postei algumas fotografias que fizeram parte da exposição juntamente com o texto do convite a fim de que possam ter uma ideia da proposta.
Bebedouro se confunde com minha própria história de vida. Caminhar pela cidade como um flaneur
, passar por lugares que já não fazem parte do meu percurso habitual mas que marcaram minha infância é um exercício de imersão no passado através dos caminhos da memória. Memória que se acumula e se perde com o passar do tempo, nomes de ruas e edifícios que se sobrepõem e se confundem, cores que desbotam, lacunas que, ao se tornarem cada vez maiores, se abrem ao sonho e à imaginação. Assim, as fotografias que compõem a exposição Cartografias do afeto constituem um pequeno recorte dessa vivência.
O vernissage aconteceu no dia 15/04/2012, dia de abertura da exposição, e quase 50% das obras foram vendidas nesse mesmo dia.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Duplo
Segundo a teoria psicanalítica, o duplo é recondutível à unheimlich, termo utilizado por Freud para designar algo estranhamente familiar. Para os entendidos no assunto, poderíamos dizer que é o retorno do recalcado. A literatura e o cinema têm vários exemplos de duplos: The strange case of Dr Jekyll and Mr Hyde, Dorian Gray, alguns personagens de Buñuel como no filme A bela da tarde ou de Carlos Saura em Ana e os lobos, os famosos heterônimos de Fernando Pessoa, os personagens de Jorge Luís Borges, enfim, são muitos os exemplos para citarmos todos. No caso da minha produção artística, me dei conta, somente algum tempo depois, que o duplo surgiu especificamente com o ensaio Strangers in hell, strangers in paradise e a partir daí não parou mais de se manifestar e vem assumindo sempre novas faces. Assim, Nina Moscovich seria a autora de To see or not to see, exposição realizada na galeria da Escola Guignard - UEMG - em dezembro de 2011 e composta por 35 monóculos fotográficos, ao passo que Lisa Kaprow desenvolve trabalhos muitas vezes improvisados, que surgem sem nenhum tipo de planejamento. Para aquela, a câmera é um dispositivo de mediação entre si mesma e o mundo, ao passo que para Lisa a câmera é um instrumento que lhe permite fazer da fotografia uma atividade lúdica e descompromissada.
http://www.flickr.com/photos/lisakaprow/with/6794952676/
https://picasaweb.google.com/118345650957885192373
Traduzir-se (Ferreira Gullar)
Uma parte de mim é todo mundo: outra parte ninguém, fundo sem fundo.
Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão.
Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira.
Uma parte de mim almoça e janta: outra parte se espanta.
Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem: outra parte, linguagem.
Traduzir uma parte na outra parte é uma questão de vida ou morte.
Será arte?
quinta-feira, 8 de março de 2012
Abril 2012
Exposição fotográfica Cartografias do Afeto
Local: Herança Cultural, Bebedouro, SP
com o apoio de Cedae, Fisiocenter e Herança Cultural.
mais fotos em: http://www.flickr.com/photos/lisakaprow/with/6794952676/
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